PackRaft Brasil

PackRaft Brasil

PackRaft Brasil

 

Pequenas embarcações, fáceis de transportar e muito valentes. Esses são os PackRafts que estão ganhando fama ao redor do mundo apoiados na bravura, leveza e incríveis possibilidades de uso.

 

O pioneirismo do PackRaft baseado nas informações distribuídas na web não é muito preciso. Alguns relatos datam o início da atividade ainda durante os anos 50 enquanto outros garantem que o surgimento foi na década de 80. A geografia destes acontecimentos também varia bastante, do México ao Alasca.

 

De maneira resumida PackRaft significa “barco que empacota” e é este o grande diferencial entre eles e o restante das embarcações disponíveis no mundo todo. Ainda são poucos os fabricantes, mas já se consegue no Brasil através de esportistas que estão iniciando o esporte por aqui e logo serão citados.

 

Eles foram desenvolvidos para descer corredeiras durante trilhas de bike e caminhada, ou seja, o aventureiro consegue carregar o barquinho e todos os matérias como remo, colete salva vidas, barraca e até mesmo a bike num só conjunto. Chegando no rio transfere-se tudo para o PackRaft, inclusive a bike ou a mochila que pode ser amarrada sobre a proa e a brincadeira continua.

 

Em geral os barquinhos infláveis pesam na faixa de 3kg e quando empacotados tem o tamanho semelhante a uma lata de tinta de 3,6L. Já quando aberto, seu tamanho pode passar dos 3 metros. São extremamente resistentes e aguentam fortes porradas nas pedras e galhos.

 

Existem diversos modelos, indicados para uso recreativo, pescaria, expedição e águas brancas. O que vai mudar entre um é outro é o material de fabricação, largura, comprimento, estabilidade e por fim, peso e volume.

 

O equipamento é inflável e todo pensado em ocupar o menor espaço possível. Geralmente é guardado dentro de um saco com uma rosca acoplada no fundo. Ao chegar na beira do rio, se retira o bote de dentro deste saco e então conecta a rosca do saco de transporte na rosca/ventil do barco. Num movimento simples, o ar que está dentro do saco com uma das extremidades abertas, é transferido para o PackRaft. Esse processo é repetido algumas poucas vezes e logo está todo inflado e pronto para uso.

 

Neste vídeo eu e meu camarada Alessando Deretti realizamos possivelmente a primeira expedição de PackRaft em águas brasileiras. Alessandro foi responsável por conseguir trazer as embarcações para o nosso país. Nesta edição, descemos uma parte do rio Caí que tem uma das nascentes em São Francisco de Paula logo após a barragem do Salto.

 

A nossa rota percorreu cerca de 16km ligando as cidades de Canela, Gramado e Caxias do Sul, tendo seu início no final da trilha da Cachoeira do Caçador que fica no Parque da Ferradura em Canela e término na Ponto do Raposo que divide Gramado e Caxias do Sul.

 

Fiz este mesmo trecho alguns anos atrás numa mescla de hiking e boia cross e por isso, foi o escolhido para fazer um teste mais longo.  O rio nesta parte é um pouco mais calmo e com poucas quedas de água. Tivemos 02 gaps sendo que um foi necessário descer por corda. O outro desci remando pela queda de aproximadamente 03 metros de altura.

 

Nesta aventura, foram utilizando 02 modelos diferentes de PackRaft. O meu que é um modelo fabricado nos Estados Unidos, desenvolvido para águas brancas, equipado com saia e deck e o do Alessandro que é feito na Rússia mais leve, porém sem saia o que complica um pouco nas corredeiras, fazendo com que a água entre na embarcação e sempre que necessário, tínhamos que fazer paradas para virar o barco e tirar a água.

 

O modelo que usei além de ser desenhado para águas brancas tendo mais permeabilidade nas ondas, é mais resistente e possui um zíper na parte inflável que permite que antes de inflá-lo, possa ser carregado com o equipamento de camping ou o que for necessário. Após guardar dentro dele tudo o que é preciso, é só fechar o zíper e encher de ar. Isso mesmo, o zíper não deixa o ar sair!!!

 

Após esta travessia, já realizei algumas outras descidas aqui na região, como o Rio Paranhana na cidade de Três Coroas e o Alessandro realizou expedições de bike na região dos Sete Lagos na Argentina mesclando asfalto e água.

 

Realmente espero que esse esporte pegue aqui no Brasil e que logo possamos remar juntos por aí!!!

 

Caso queira tirar dúvidas, por favor, entre em contato!

 

 

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